Como criamos os nossos chocolates
Antes de chegar à vitrina, onde orgulhosamente se exibe fazendo crescer água na boca ao indeciso visitante, o bombom passa por um longo processo. Longo e lento, porque "o chocolate não gosta de ser apressado" e em todas as fases de confeção requer vagar no seu tratamento.
Como criamos os nossos chocolatesTudo começa na inquieta imaginação do Chef, estimulada diariamente pela saudade, pelos perfumes e sabores da nossa terra, o cheiro do eucalipto, o pinho,o melão, os bolos das festas das aldeias. E se um bombom me fizesse viajar no tempo, que sabores da infância faria lembrar? E se me fizer viajar pelo mundo, que cidade faria revisitar? Uma memória mais doce? Um travo picante? E é nestas suas deambulações que se começam a moldar os bombons que em breve todos poderão provar.

Depois há que começar a reunir os ingredientes, com predilecção pelos que nos são próximos, cá da terra.

Não apenas pela frescura que asseguram, mas também pelos paladares que nos são mais familiares. E na Denegro vamos procura‐los à origem, à cultura biológica, de acordo com o rigoroso critério de seleção do Chef.

Como criamos os nossos chocolatesSegue-se muito trabalho, tempo e dedicação, num processo que é inteiramente artesanal. Tudo se faz com mi1núcia: há que escutar o que os ingredientes pedem, procurar a empatia certa que torna a ganache equilibrada, o grau de humidade que assegure a sua consistência precisa.


  Criativamente é também chegada a altura de dar vida ao bombom. À ganache imóvel o dedo mágico da Cristina dá-lhe alma, forma e cor. Com sensibilidade artística cria uma ideia e um universo personalizado para cada um, expresso no charme natural que cada um emana de si quando expostos lado a lado.

Como criamos os nossos chocolates

Um bombom pode demorar pelo menos dois dias até ficar pronto, enquanto arrefece naturalmente em pedra mármore a uma temperatura ambiente constante.

Mas ei-lo por fim fresquinho na vitrine, com um aspeto que convida a adivinhar ao que sabe. E com uma pequena ajuda da Isabel a segredar alguns ingredientes enquanto nos convida a provar, acabamos por nos sentir tentados.

O ciclo fecha-se com o retorno dos apreciadores, os seus comentários, as suas preferências e sugestões. A própria Isabel, pela sensibilidade que foi ganhando na loja sobre as preferências dos visitantes, tornou-se provadora oficial da casa. "O processo ocorre com toda a naturalidade," diz o Chef, "não há nada que não se faça ali e: Isabel!"